quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Em toda relação às vezes é preciso dar um tempo...

Estou dando um tempo... Não sei exatamente o que há. Só não tenho tido ânimo para sentar e rezar ou orar... Alguém poderia recriminar minha atitude, mas esse blog não consiste em vivências espirituais ortodoxas. O Ser Divino em que eu acredito compreende e espera.

"O amor é paciente, o amor é bondoso...
  Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."
(1 Coríntios 13:4 e 7)

quinta-feira, 1 de março de 2018

AS QUATRO NOBRES VERDADES

Às vezes nos pegamos pedindo a Deus que Ele faça desaparecer certas pessoas 
de nossas vidas. Acontece que nem sempre ele atende os nossos pedidos, ou 
não nos atende da maneira que nós queremos.


Certa vez eu desejei muito que uma determinada pessoa deixa-se de ser de um 
determinado jeito. Eu queria que Deus mudasse o caráter dessa pessoa em 
questão. Eu orava, orava e nada. As coisas iam de mal a pior. Chegou num 
momento em que eu desisti de pedir, pois pensei: “Quer saber? É injusto para 
com Deus eu fazer tal pedido, pois provavelmente o outro sujeito deve estar 
pedindo a mesma coisa em relação a mim”. Desse modo resolvi deixar a questão 
na mão de Deus.


É nessas horas que Deus age. Quando deixamos de tentar fazer as coisas do 
nosso jeito e permitimos que Deus faça o Seu trabalho.


Eu estava procurando alguma coisa para ler  quando bati os olhos em um título 
interessante, que eu já tinha visto milhares de vezes mas, que nunca havia 
chamado a minha atenção. O nome do livro, no caso e-book, era “AS QUATRO 
NOBRES VERDADES”, do Venerável Ajahn Sumedho.


Esse monge budista explicava os quatro ensinamentos básicos do Budismo, 
inclusive dizia que é possível meditar sobre essas 4 Nobres Verdades por uma 
vida inteira e ainda não compreendê-la completamente. E isso é só o básico do 
Budismo! rsrs...


Pois bem… Vamos para as ditas 4 Nobres Verdades. Não vou me aprofundar, 
pois, se alguém quiser saber mais, deixarei o link para fazer o download do livro 
em PDF.


A Primeira Nobre Verdade - O Sofrimento existe.


Ponto. Só isso.


Eu não sei explicar direito mas, quando eu li isso minha mente explodiu. É tão 
simples e, ao mesmo tempo, tão profundo!


Em suma, todo mundo sofre. Então pare de chorar feito uma criança mimada!


Nesse mesmo capítulo o monge diz que as pessoas e as coisas são do jeito 
que são e não vão mudar somente porque eu quero. Na verdade eu é que 
preciso aprender a lidar com as pessoas, com as coisas e com as situações da 
maneira como elas são!


A Segunda Nobre Verdade -  Existe uma causa ou origem para o sofrimento.


A causa do sofrimento é o apego. Apego ao desejo. Apego ao que eu quero 
ou ao que eu não quero. A partir do momento que eu deixar as coisas fluírem 
naturalmente, pelo menos poderei sofrer menos.


Por que?


Aqui vem a Terceira Nobre Verdade - Existe a cessação do sofrimento. Se eu 
deixar as coisas fluírem como devem fluir, mais cedo ou mais tarde, o sofrimento 
vai acabar. Isso não quer dizer que eu devo ficar sentado de braços cruzados 
esperando as coisas se resolverem sozinhas, mas eu não preciso ficar estressado 
enquanto o sofrimento estiver presente. Em outras doutrinas espiritualistas se 
ensina que, no tempo em que estivermos vivendo esta experiência terrestre, 
devemos aproveitar para aprender, para evoluir espiritualmente. Pois bem… 
Quem sabe esse momento de estresse Deus (ou o Cosmo, ou outro nome para 
designar algo ou alguém superior a nós mesmos) esteja usando para nos ensinar 
algo, com o intuito de evoluirmos?


Quarto Nobre Verdade - existe um caminho para abandonar o sofrimento, que é o 
Óctuplo Caminho, oseja, existe uma metodologia que leva ao desapego e ao fim 
do sofrimento. Cada uma destas Verdades é constituída por três fases perfazendo 
assim um total de doze revelações.


Voltando a minha experiência.


Aprendi que eu não tenho que desejar que pessoas ruins desapareçam da minha 
vida. Ao contrário, devo aprender a lidar com elas, pois só assim aprenderei a ser 
uma pessoa melhor. Em última instância, em vez de pedir a Deus que Ele tire os 
maus do meu caminho, devo agradecer pela vida dos meus, digamos, inimigos 
porque, sem saber, eles estão me ajudando a evoluir.

Fiquem com Deus!



O que você faria?

Experimento social realizado pela UNICEF...
O que você faria se encontrasse uma criança de seis anos sozinha na rua?



Aproveitando esse experimento da UNICEF, fico aqui pensando o que as pessoas fariam caso Jesus Cristo aparecesse do nada aqui na Terra... Rsrs...

Livro: "Ele Escolheu Você", de Max Lucado

"Querido amigo:

Quando pensa na cruz, que pensamentos vêm a sua mente? Campanários? Colares de ouro? Igrejas?

Ou seus pensamentos são mais intensos e vêm a sua mente palavras como estas: Jesus. Pregos. Sangue. Dor. Morte. Sepultura.

Sepultura? Sim, vazia! Gozo. Promessa. Vida. Salvador!

Ah, as palavras da cruz estão tão cheias de sofrimento. Tão cheias de paixão. Tão cheias de promessas. As promessas de Deus, Suas promessas para você. Suas promessas de fazer o que for necessário para salvar sua alma!

A propósito, ali é onde estão Seus pensamentos. Ele está pensando em você. E enquanto pensa na cruz, Ele quer que saiba o que Ele fez por você.

Ele o fez por você !

Bênçãos,

Max Lucado

 

«Porque Deus amou o mundo de tal maneira que

deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele

que nele crê não pereça, mas tenha a vida

eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo,

não para que julgasse o mundo, mas para que

o mundo fosse salvo por ele».

João 3.16,17"

Trecho do livro...

... "Ele Escolheu Você - Max Lucado".

II Roda de Conversa - Manifesta LGBT+

Ontem ocorreu a Segunda Roda de Conversa realizada de Coletivo Manifesta LGBT+,  com o tema "Práticas religiosas na comunidade LGBT - Fé na diversidade", no Largo de São Sebastião, Manaus-AM.
Eu e o Bispo Renato fomos representando a Fraternidade Amigos do Evangelho - FAE.
Também estiveram presentes representantes do Manifesta LGBT+, o Pai Alberto Jorge (representando as religiões de matriz africanas), Sebastiana (representando a SEJUSC) e várias pessoas da comunidade LGBT+.
Foi ótimo!

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Livros em PDF

Há alguns anos atrás eu tinha o hábito de baixar livros cristão em pdf. Obviamente eu não lia todos, eram muitos. No máximo devo ter lido uns três ou quatro.
Um dia desses eu máxima no meu Google Drive e encontrei esses livros em formato digital. Pensei então em compartilhá-los aqui no blog. Então... A partir de agora também vou postar links de livros em pdf.
Vamos começar por um clássico da literatura Adventista, "O Grande Conflito, da escritora norte-americana Ellen G. White.

O Grande Conflito - Ellen G. White

Qual a base teológica do que eu escrevo aqui?

Eu ainda não mencionei aqui sobre que linha teológica vou seguir ou mesmo que igreja vou representar. Bem, esse espaço foi criado para expressar o que muitos chamam por diversos nomes (Deus, Jeová, Arquiteto do Universo, Cosmo, Universo, Mãe Natureza, A Vida, etc.), eu chamo de Deus, mas tenho uma concepção muito pessoal sobre o que é ou como é esse ser supremo.

Fui batizado duas vezes na vida. A primeira na Igreja Católica, ainda bebê, e na Igreja Adventista do Sétimo Dia, aos 29 anos. Até os 27, 28 anos eu fazia parte daquele enorme grupo de católicos não praticantes. Aos 29, aprendi na igreja Adventista os fundamentos da fé cristã evangélica. De lá pra cá já passei por diversas denominações evangélicas e há uns quatro anos venho me permitindo dialogar com outras formas crenças e de se relacionar com o Divino. Atualmente, congrego na Fraternidade Amigos do Evangelho, uma igreja inclusiva (algum dia eu comento sobre o que vem a ser uma igreja inclusiva e do que trata a Teologia Inclusiva).

Prometo não vomitar verdade alguma e nem tentar evangelizar e converter ninguém. Serão apenas divagações, pensamentos, ruminações mentais que venho alimentando no decorrer desses 42 anos de vida.

Espero que gostem...

Fiquem com Deus!

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Perdoar é aprender

No livro de Gênesis, capítulos 37, 39 ao 47, nós podemos ler a história de José, filho de Jacó, neto de Isaque e bisneto de Abraão. Sim, aquele que foi vendido pelos seus irmãos, foi escravo no Egito e após aquela situação em que ele interpretou o sonho do Faraó, tornou-se Governador do Egito. Para mais detalhes é só ler os capítulos supracitados.
Essa história geralmente é contada para ensinar sobre o “perdão”. Que, mesmo que alguém lhe faça algo muito grave, como, por exemplo, vender o irmão caçula para trabalhar como escravo e contar ao pai que ele foi atacado e devorado por lobos, é possível perdoar.
Usualmente, nas igrejas, se ensina que o perdão não é esquecer, mas é como uma cicatriz, ou seja, você lembra do ocorrido, mas aquilo já não dói mais.
Pois bem... Num sábado há muitos anos atrás, eu assisti uma pregação que falava justamente sobre essa história. Com algumas adaptações, outros floreados, resumindo a história e o ensinamento acabou sendo o de sempre: “Devemos perdoar a quem nos faz o mal”, e “Perdoar não é esquecer, mas lembrar aquela situação e não sofrer mais”.
Deixe-me fazer um adendo aqui... Na ocasião eu estava passando por mais uma situação de grande decepção e estresse por algo que alguém havia feito a mim. E, enquanto estava ouvindo pela milionésima vez a mesma ladainha sobre o nosso querido “Zé do Egito”, fiquei pensando o que mais eu poderia aprender com esse relato das Sagradas Escrituras.
Muito bem... Aqui começa o que eu quero dizer...
Vamos clicar no botão de acelerar do controle remoto até o momento em que José, já Governador da nação mais rica e poderosa daquele tempo (Egito), conta aos irmãos quem ele é verdadeiramente e, chorando, abraça seus irmãos que também choraram (não sei se de alegria, alívio ou desespero, tipo: “pronto! Agora ferrou tudo!”).
José diz para os irmãos trazerem os pai Jacó e toda a sua família para morarem no melhor lugar do Egito e, logicamente, não lhes faltariam mantimentos, uma vez que quem liberava o alimento para todos os povos naquela época era o próprio Governador (José).
José conta sua saga ao Faraó, que se regozija e diz, em Gênesis 47:5-6: “Teu pai e teus irmãos vieram a ti. A terra do Egito está diante da tua face; no melhor da terra faze habitar teu pai e teus irmãos; habitem na terra de Gósen; e, se sabes que entre eles há homens valentes, os porás por maiorais do gado, sobre o que eu tenho” (Versão João Ferreira de Almeida. Revista e corrigida).
Se continuarmos lendo veremos que José pôs seu pai e toda a sua parentela no melhor da terra do Egito, mas o relato bíblico não diz que colocou nenhum dos irmãos para administrar ou cuidar do gado ou nada do Faraó. Ele conhecia bem cada um de seus irmãos, sabia bem do que eles eram capazes de fazer. José os perdoou, mas não confiava neles.
Nessa passagem eu aprendo algo mais que “perdoar é lembrar e não sentir mais dor pelo ocorrido”. Aprendo que perdoar é aprender. Podemos aprender com tudo o que acontece conosco no tempo em que vivemos nessa terra, e quem nos faz mal também pode ser nosso professor, podemos aprender com essas pessoas e com as tribulações pelas quais passamos. Tem um ditado popular que diz que “o que não nos mata nos fortalece”. De fato, podemos e devemos perdoar a quem nos faz mal. Não para o bem da pessoa que nos prejudicou, mas para nos libertar do peso da mágoa, do rancor, que pode nos corroer por dentro e, a longo prazo, nos matar (haja visto muitas doenças psicossomáticas). Mas acima de tudo nós aprendemos, não só com os nossos erros e com os erros dos outros, mas, também, com os erros dos outros em relação a nós. Desculpem-me se parecer rude ou vulgar (o meu objetivo nesse blog não é parecer e nem ser santinho, longe disso), mas perdoar não é se deixar ser feito de otário mais de uma vez. Jesus diz em Mateus 10:16b: “... portanto, sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas”, ou seja, devemos ser simples, puros, humildes, mas devemos tomar cuidado com os lobos, citados na primeira parte desse mesmo versículo.
Nem sempre podemos voltar a confiar naquela pessoa que nos fez mal. Seja porque ainda nos ressentimos do mal feito a nós (somos humanos), seja porque sabemos que aquela pessoa não é confiável, devido a inúmeros problemas, dentre eles podemos citar a própria falha de caráter. Tanto isso é verdade que, no capítulo 49 do livro de Gênesis, antes de morrer, Jacó chamou cada um dos filhos para abençoar, alguns de fato receberam bênçãos, mas outros receberam o salário pelos erros recorrentes na vida.
Bom... É isso o que eu tinha pra falar...
Tenham um excelente dia!